A Arte de Ser Professor
Valquíria Telexa Rediss
O verdadeiro educador não é aquele que apenas compromete-se com a educação (ensino da gramática, por exemplo) mas sim, aquele que está inserido no processo de humanização,capacidade de auxiliar na construção da consciência e da cidadania de seus educandos. Sabemos o quanto é trabalhoso fazer com que tudo isso aconteça, afinal a carreira docente não é nada recompensadora em questão de termos salariais. Não há uma receita para ser um profissional de qualidade, contudo é fundamental que o professor tenha vocação para isto, pois educar é um ato de entrega.
É compreensível que a péssima situação na qual a educação brasileira se encontra, desanime qualquer educador ao se pensar em alguma solução para reverter este quadro, porém não se pode entender a profissão de educar como algo individualista e sim que, estamos lidando com inúmeras vidas que precisam absorver o que o educador tem a oferecer para tornarem- se melhores pensadores e críticos.
O aluno na maioria das vezes tem na figura do professor, alguém da família, que ele tem respeito, desta forma torna-se muito importante que o professor mantenha um relacionamento amigável com seu educando e não como um ser superior. Deve-se tomar cuidado, ao “corrigir” algo em uma sala de aula, porque muitas vezes pode se tornar traumatizante ao aluno, se o professor não for sensível para perceber como mostrar o caminho julgado “correto”.
Ser educador não é ser autoritário, é ter vontade de instruir, auxiliar ,ensinar a sua sabedoria, ter persistência, fazer da profissão algo extraordinário. Um bom educador não necessita fazer com que sua turma torne-se a elite intelectual da sociedade, mas deve lhe dar possibilidades para que consigam crescer, pensar, tentar modificar a sociedade em que vivem, tornarem-se pessoas mais humanas, mais cheias de vida,de amor.
Segundo Rubem Alves, em “Educação dos Sentidos”, cabe ao professor ensinar seu aluno a ouvir o outro, afinal é o que pouco acontece em nossos dias e todos nós gostamos de receber atenção:
“Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo?Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e a outra lhe corta a palavra:’ é exatamente como eu, eu...’, e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar:’ é exatamente como eu, eu...’. esta frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. È uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido do adversário. Pois toda vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...” (pág.28)
Educar é saber e ensinar a ouvir, não apenas tomar posse do ouvido do aluno, falar e falar e vice versa. Óbvio que em uma sala de aula quem deveria ouvir mais seria o professor, mas o aluno deve aprender a respeitar a opinião dos outros, o que acarreta em saber ouvir. Começando a aprender a ouvir seus colegas e suas opiniões, aprendendo que o mundo não é individualista e que não somos o centro de tudo. Todos precisam falar e todos precisam ouvir, é assim que se forma uma sociedade justa em que todos se ajudam e colaboram com seu próximo.
Para ser educador, é necessário estar sempre atento as diferenças e característica de cada aluno. Se lecionarmos em uma escola da periferia por exemplo, onde os alunos encontram-se na maioria das vezes desmotivados, sem perspectiva. Cabe ao professor, dar-lhes esta perspectiva de um futuro digno, ajudá-los a transformarem-se em cidadãos melhores, mesmo na precária situação em que vivem.
Portanto, é extremamente relevante o papel social que o professor tem a desempenhar e perceber que existem em suas mãos milhares de vidas que podem tomar um rumo muito melhor se bem auxiliados. E mesmo quando a vida do educador apresentar momentos que lhe façam pensar em desistir, que ele tenha forças e seja otimista e acredite que um dia a sociedade será mais justa, humana, com igualdade para todos, amor e respeito ao seu próximo.
PROFESSOR
Cada ser humano tem uma vocação
Não importa que nossa vida seja longa
O que importa é que ela seja útil.
Aquilo que somos também não importa,
Mas como somos.
Não importa o que estamos fazendo,
Mas como o fazemos, isto sim importa.
Não importa desfrutar,
Mas sim repartir.
Não importa ser amado,
Mas ser a benção para os outros.
Não importa aquilo que parecemos ser,
Mas sim aquilo que somos.
Não importa que saibamos muita coisa,
Mas sim, que ponhamos em prática
Aquilo que sabemos.
Vocação é isto:
Colocar o nosso tijolo,
Ainda que modesto,
Na construção de um mundo
Mais humano, mais feliz!...
(Autor Desconhecido)
Bibliografia
ALVES, Rubem. ”Educação dos sentidos e mais”. Campinas, SP:Verus Editora, 2005.
Valquíria Telexa Rediss
O verdadeiro educador não é aquele que apenas compromete-se com a educação (ensino da gramática, por exemplo) mas sim, aquele que está inserido no processo de humanização,capacidade de auxiliar na construção da consciência e da cidadania de seus educandos. Sabemos o quanto é trabalhoso fazer com que tudo isso aconteça, afinal a carreira docente não é nada recompensadora em questão de termos salariais. Não há uma receita para ser um profissional de qualidade, contudo é fundamental que o professor tenha vocação para isto, pois educar é um ato de entrega.
É compreensível que a péssima situação na qual a educação brasileira se encontra, desanime qualquer educador ao se pensar em alguma solução para reverter este quadro, porém não se pode entender a profissão de educar como algo individualista e sim que, estamos lidando com inúmeras vidas que precisam absorver o que o educador tem a oferecer para tornarem- se melhores pensadores e críticos.
O aluno na maioria das vezes tem na figura do professor, alguém da família, que ele tem respeito, desta forma torna-se muito importante que o professor mantenha um relacionamento amigável com seu educando e não como um ser superior. Deve-se tomar cuidado, ao “corrigir” algo em uma sala de aula, porque muitas vezes pode se tornar traumatizante ao aluno, se o professor não for sensível para perceber como mostrar o caminho julgado “correto”.
Ser educador não é ser autoritário, é ter vontade de instruir, auxiliar ,ensinar a sua sabedoria, ter persistência, fazer da profissão algo extraordinário. Um bom educador não necessita fazer com que sua turma torne-se a elite intelectual da sociedade, mas deve lhe dar possibilidades para que consigam crescer, pensar, tentar modificar a sociedade em que vivem, tornarem-se pessoas mais humanas, mais cheias de vida,de amor.
Segundo Rubem Alves, em “Educação dos Sentidos”, cabe ao professor ensinar seu aluno a ouvir o outro, afinal é o que pouco acontece em nossos dias e todos nós gostamos de receber atenção:
“Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo?Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e a outra lhe corta a palavra:’ é exatamente como eu, eu...’, e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar:’ é exatamente como eu, eu...’. esta frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. È uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido do adversário. Pois toda vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...” (pág.28)
Educar é saber e ensinar a ouvir, não apenas tomar posse do ouvido do aluno, falar e falar e vice versa. Óbvio que em uma sala de aula quem deveria ouvir mais seria o professor, mas o aluno deve aprender a respeitar a opinião dos outros, o que acarreta em saber ouvir. Começando a aprender a ouvir seus colegas e suas opiniões, aprendendo que o mundo não é individualista e que não somos o centro de tudo. Todos precisam falar e todos precisam ouvir, é assim que se forma uma sociedade justa em que todos se ajudam e colaboram com seu próximo.
Para ser educador, é necessário estar sempre atento as diferenças e característica de cada aluno. Se lecionarmos em uma escola da periferia por exemplo, onde os alunos encontram-se na maioria das vezes desmotivados, sem perspectiva. Cabe ao professor, dar-lhes esta perspectiva de um futuro digno, ajudá-los a transformarem-se em cidadãos melhores, mesmo na precária situação em que vivem.
Portanto, é extremamente relevante o papel social que o professor tem a desempenhar e perceber que existem em suas mãos milhares de vidas que podem tomar um rumo muito melhor se bem auxiliados. E mesmo quando a vida do educador apresentar momentos que lhe façam pensar em desistir, que ele tenha forças e seja otimista e acredite que um dia a sociedade será mais justa, humana, com igualdade para todos, amor e respeito ao seu próximo.
PROFESSOR
Cada ser humano tem uma vocação
Não importa que nossa vida seja longa
O que importa é que ela seja útil.
Aquilo que somos também não importa,
Mas como somos.
Não importa o que estamos fazendo,
Mas como o fazemos, isto sim importa.
Não importa desfrutar,
Mas sim repartir.
Não importa ser amado,
Mas ser a benção para os outros.
Não importa aquilo que parecemos ser,
Mas sim aquilo que somos.
Não importa que saibamos muita coisa,
Mas sim, que ponhamos em prática
Aquilo que sabemos.
Vocação é isto:
Colocar o nosso tijolo,
Ainda que modesto,
Na construção de um mundo
Mais humano, mais feliz!...
(Autor Desconhecido)
Bibliografia
ALVES, Rubem. ”Educação dos sentidos e mais”. Campinas, SP:Verus Editora, 2005.


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