quinta-feira, 4 de abril de 2013

COMO É BOM SER VIDA LOUCA

Tenho visto ultimamente inúmeros adolescentes gritarem em alto e bom som a expressão acima, exaltando crime, desrespeito e rebeldia como troféus dos quais alguém pode se orgulhar. A respeito disso, gostaria de fazer algumas
observações: Vida louca, meu irmão, é o cara acordar às 6 da manhã, tomar um café sem pão (o único que resta será dividido entre os irmãos menores), ir pra escola a pé (porque o dinheiro da passagem é usado pra comprar a pouca comida que tem em casa), quase não assistir televisão, pois na casa só tem uma, na sala, que sempre é
dominada pela vontade da maioria, não ter internet, nem roupa de marca e, ainda assim, ser o melhor aluno da turma e o melhor amigo que alguém pode ter. Vida louca, "brother", é ter todo luxo, conforto e apoio da família e aproveitar cada oportunidade que o dinheiro proporciona de viver bem, de amadurecer e se desenvolver intelectualmente, mais do que uma grande maioria nesse país.
Vida louca, meu amigo, é ter que parar de estudar aos 15 e começar a trabalhar aos 16 e, ainda assim, retornar aos estudos à noite, porque tem garra e gana de
buscar um futuro melhor. Vida louca é não ter pai, não ter mãe, não ter afeto nem referências e, ainda assim, acreditar que a vida pode ser diferente quando se quer.
VIDA LOUCA É O OPOSTO DE USAR DROGA POR MODISMO, DESRESPEITAR AS PESSOAS POR FALTA DE CARÁTER SER REBELDE, SEM SABER O QUE SIGNIFICA REBELDIA. Vida louca, pra mim, é o cara que aproveita as oportunidades de ser melhor a cada dia, vivendo suas histórias, sendo livre (NÃO CONFUNDINDO LIBERDADE COM LIBERTINAGEM), independente da classe social. AQUELE QUE APRENDEU QUE A MELHOR REBELDIA QUE SE PODE TER É EXATAMENTE O CONTRÁRIO DAQUILO QUE O SISTEMA ESPERA DE VOCÊ (COMODISMO, APATIA E CONFORMISMO). CORRER ATRÁS DE SEUS OBJETIVOS, BATALHAR PELA REALIDADE, ISSO PRA MIM É VIDA LOUCA. O RESTO, NO MEU HUMILDE PONTO DE VISTA TEM UM OUTRO NOME: VIDA BURRA!

Tatiana Lackmann
Professora

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Saudade...

Agora o que me resta são apenas lembranças. Lembranças de domingo, quando ia te visitar e você já estava esperando com aquele churrasco, chimarrão, ouvindo notícias do nosso Inter na rádio AM. Aliás, se queria arrancar-lhe um sorriso era só falar do colorado.
Lembro-me de quando criança ainda morando com a gente, jogávamos carta, assistindo a novela “Vamp”, jogo de carta que você sempre me deixava ganhar. Ou as vezes que ia para aquela creche (que eu odiava), as horas passavam e eu ficava espiando, aguardando sua chegada com aquele: “E ai tchê!”. Ou ainda quando chegava do trabalho com um Chokito em punho!
Saudades e lembranças permanentes em mim. É incrível como as lembranças sempre nos acompanham até num simples chocolate.
Ah e o ciúme? Sim, ciúme. Nunca quis dividir o MEU vô, assim mesmo com pronome possessivo em destaque. Para uma criança de cinco anos era sim, posse. Tive que ceder, afinal o que eu poderia fazer? Contentar-me com um jogo de panelinhas de madeira foi o que me restou.
E a vez que resolvi ir até em casa com sua bicicleta? Aquela vermelha, que o senhor andava pra lá e pra cá. Resultado? Dor no corpo e febre! Quando contei rimos muito! Eu dizia: “Vô, mas como tu não cansavas nessa bicicleta?” e o seu Edgar só ria... Neta sedentária essa, não?
A vida é tão rápida e nós perdemos tempo com tanta coisa boba, com tanta gente boba que perdemos de viver mais um pouco ao lado de quem realmente nos interessa. Acho que aos poucos estou aprendendo essa lição, dou ouvidos a quem merece, dou atenção a quem me interessa. O resto é o resto. Não quero ter mais a sensação de que poderia ter feito mais, ter dito mais coisas, ter dito um “te amo, sinto sua falta”.
E o mais engraçado é que quando coisas boas acontecem em minha vida, quando realizo meus sonhos, a felicidade e a saudade se misturam, pois queria poder contar o que está acontecendo comigo e como estou sendo abençoada em minha vida. Mas ao mesmo tempo, penso que aí de cima as notícias chegam antes e que um time (e que time!) torce por cada vitória minha aqui.
E hoje, em teu aniversário, queria te abraçar e dizer que te amo muito, que fazes falta por aqui e que o mundo ficou mais triste quando partistes.
Quem sabe em meus sonhos...